Planejamento Tributário: como pagar menos impostos legalmente

Planejamento Tributário: como pagar menos impostos legalmente

Planejamento Tributário: como pagar menos impostos legalmente

Entendendo o Jogo: O que é Planejamento Tributário

Muitos clientes chegam ao meu escritório com a sensação de que estão trabalhando apenas para sustentar o governo. Você provavelmente sente o mesmo quando olha para o montante que sai da sua conta todo mês apenas para pagar guias de arrecadação. O planejamento tributário nada mais é do que um conjunto de estratégias legais que visam reduzir essa carga. Não se trata de mágica e muito menos de esconder faturamento. Trata-se de estudar a legislação a fundo para encontrar os caminhos que o próprio sistema oferece para quem sabe onde pisar.

A legislação brasileira é um labirinto complexo e cheio de armadilhas para quem não está atento. Eu costumo dizer que fazer negócios no Brasil sem um bom planejamento tributário é como entrar em um campo minado sem um detector de metais. Você até pode sobreviver por um tempo na sorte. Mas a chance de pisar onde não deve e explodir seu patrimônio é altíssima. O planejamento serve justamente para mapear esse terreno. Ele permite que você antecipe cenários e escolha a rota mais barata e segura para a sua operação.

Você precisa encarar o planejamento tributário como uma ferramenta de gestão e não como uma burocracia a mais. Ele deve ser feito antes do fato gerador do imposto acontecer. Isso significa que precisamos analisar a operação antes de você emitir a nota fiscal ou fechar o contrato. Depois que o fato gerador ocorreu a dívida já existe e as opções de manobra diminuem drasticamente. A inteligência fiscal atua na prevenção e na modelagem do negócio para que ele nasça ou se mantenha eficiente do ponto de vista tributário.

A linha tênue entre a economia inteligente e o crime

Aqui precisamos ter uma conversa muito séria sobre a diferença entre elisão fiscal e evasão fiscal. A elisão é o que eu faço por você. É o uso de meios lícitos e brechas na lei para evitar a ocorrência do fato gerador do tributo ou reduzir o montante a ser pago. É planejamento puro. É estudar a lei e ver que se você estruturar a operação do jeito A paga menos do que do jeito B. Tudo isso é feito às claras e com total respaldo jurídico.

A evasão fiscal é o que chamamos popularmente de sonegação e isso é crime. Evasão envolve mentira. Envolve ocultar receitas. Envolve usar laranjas ou falsificar documentos para pagar menos imposto. Eu jamais recomendaria ou participaria de qualquer ato de evasão. O risco não vale a pena. Além das multas pesadíssimas que podem ultrapassar o valor do próprio imposto devido você coloca sua liberdade em risco. O Fisco hoje tem supercomputadores cruzando dados o tempo todo. Achar que vai enganar a Receita Federal é ingenuidade.

Você deve buscar a elisão fiscal com todas as forças. É um direito seu como contribuinte organizar seus negócios da forma menos onerosa possível. O STF já decidiu diversas vezes que o contribuinte não é obrigado a escolher o caminho mais caro para pagar impostos. Se a lei permite duas formas de fazer algo e uma delas é mais barata tributariamente você tem todo o direito de escolher a mais barata. Meu trabalho é garantir que essa escolha seja feita dentro da legalidade para que você durma tranquilo.

O impacto real no bolso e na sobrevivência do negócio

Empresas quebram no Brasil todos os dias por má gestão tributária. O peso dos impostos consome uma fatia gigantesca da margem de lucro. Se você não planeja você está literalmente jogando dinheiro fora. Imagine que seu concorrente tem o mesmo produto e o mesmo custo de produção que você. Mas ele tem um bom planejamento tributário que reduz a carga fiscal dele em dez por cento. Ele consegue ter um preço final mais competitivo ou uma margem de lucro maior para reinvestir no negócio.

O planejamento tributário libera caixa. Dinheiro que antes ia para o governo fica na empresa. Esse capital pode ser usado para contratar melhores funcionários ou comprar equipamentos mais modernos. Pode ser usado para expandir a operação ou simplesmente para aumentar a distribuição de lucros para os sócios. Estamos falando de eficiência financeira. Em tempos de crise ou de mercado retraído essa economia fiscal pode ser a diferença entre fechar as portas ou continuar operando.

Você precisa olhar para os impostos como um custo variável que pode ser gerenciado. Muitos empresários olham para o imposto como uma fatalidade imutável. Isso é um erro. O custo tributário é gerenciável sim. Com as estratégias certas nós conseguimos reduzir o impacto do PIS da COFINS do IRPJ e da CSLL. Cada real economizado em tributos é um real a mais de lucro limpo no seu resultado final. É um ganho que vai direto para a última linha do balanço.

A segurança jurídica como pilar de sustentação

Nenhum planejamento tributário para em pé se não tiver uma base jurídica sólida. Não adianta inventar uma tese mirabolante para pagar menos imposto se ela não se sustenta numa fiscalização. O barato sai caro quando você recebe um auto de infração cinco anos depois com juros e multa. Por isso eu sempre bato na tecla da segurança jurídica. Tudo o que fazemos precisa ter fundamento na lei na constituição ou na jurisprudência dos tribunais superiores.

A segurança jurídica é o que garante a perenidade do seu negócio. Você não quer viver com medo de a Receita bater na sua porta. O bom planejamento tributário documenta cada passo. Nós criamos dossiês que justificam as escolhas tributárias feitas pela empresa. Se um auditor fiscal questionar algo nós temos a fundamentação pronta para apresentar. Isso mostra boa-fé e organização. Mostra que a empresa é séria e que suas decisões são pautadas em critérios técnicos.

Além disso a segurança jurídica protege o patrimônio dos sócios. Em casos de dívidas tributárias a Fazenda pode tentar redirecionar a cobrança para os bens pessoais dos donos da empresa. Um planejamento bem feito com a devida separação patrimonial e cumprimento das obrigações acessórias cria barreiras de proteção. Nós trabalhamos para que o risco do negócio fique no negócio. O seu patrimônio pessoal que você suou para conquistar deve ficar protegido dessas intempéries fiscais.

A Escolha do Regime Tributário não é um Casamento

A escolha do regime tributário deve ser revista anualmente. Muitos empresários escolhem um regime na abertura da empresa e nunca mais tocam no assunto. Isso é um desperdício de dinheiro. A legislação muda e a realidade da sua empresa também muda. O que era bom ano passado pode ser péssimo este ano. Nós temos basicamente três caminhos principais no Brasil e você precisa entender a lógica de cada um para não ficar preso em um regime desvantajoso.

Você pode mudar de regime tributário todo início de ano fiscal. Essa é a janela de oportunidade que temos para recalcular a rota. Janeiro é o mês decisivo. Antes disso precisamos fazer simulações. Pegamos os dados do ano anterior projetamos o crescimento para o próximo ano e colocamos nas planilhas de cada regime. É matemática pura aliada à inteligência jurídica. Às vezes uma mudança simples de regime gera uma economia de centenas de milhares de reais no ano.

Não existe um regime tributário que seja o melhor para todos. Existe o melhor para o seu momento atual. Se a sua empresa tem uma folha de pagamento muito alta a estratégia é uma. Se a sua margem de lucro é apertada a estratégia é outra. Se você tem muitos créditos de compras a lógica muda novamente. O segredo é não ter preguiça de fazer as contas e não ter medo de mudar se os números mostrarem que vale a pena.

O mito de que o Simples Nacional é sempre melhor

O nome Simples Nacional é uma das maiores jogadas de marketing do governo. Ele vende a ideia de facilidade e de imposto baixo. Para empresas que estão começando e faturam muito pouco ele realmente costuma ser vantajoso. Mas conforme a empresa cresce o Simples pode se tornar uma armadilha cara. As alíquotas do Simples são progressivas. Quanto mais você fatura maior a alíquota que incide sobre o faturamento bruto.

Chega um momento em que a alíquota efetiva do Simples fica superior à carga tributária do Lucro Presumido ou até do Lucro Real. Eu vejo muitos empresários com medo de sair do Simples porque acham que a burocracia vai aumentar demais. A burocracia aumenta sim um pouco mas a economia tributária paga com sobra o custo de um contador mais especializado. Não fique preso ao Simples por comodismo. Você pode estar pagando muito mais imposto do que deveria apenas para ter o conforto de pagar uma guia única.

Outro ponto crucial é que empresas no Simples Nacional geram menos crédito de impostos para seus clientes. Se você vende para outras empresas (B2B) estar no Simples pode te tornar menos competitivo. Grandes empresas preferem comprar de fornecedores que geram créditos de ICMS e IPI cheios. Ao ficar no Simples você pode estar perdendo vendas importantes. Analise não só o imposto que você paga mas também como o seu regime tributário afeta a sua posição no mercado.

A matemática estratégica do Lucro Presumido

O Lucro Presumido é um regime muito interessante para empresas com margens de lucro altas e poucos custos operacionais dedutíveis. Como o nome diz o governo “presume” que você teve um certo lucro e cobra o imposto sobre essa presunção. Para serviços em geral a presunção é de trinta e dois por cento. Para comércio é de oito por cento. Se o seu lucro real for maior do que essa presunção você sai ganhando. O governo tributa apenas a presunção e o excedente é lucro isento.

Prestadores de serviços como médicos advogados engenheiros e consultores costumam se beneficiar muito desse regime. Se a sua margem de lucro é de cinquenta por cento e o governo presume que é trinta e dois você deixa de pagar imposto sobre essa diferença de dezoito por cento. É uma vantagem lícita e muito poderosa. Além disso as obrigações acessórias são mais simples do que no Lucro Real o que reduz o custo de conformidade (compliance).

No entanto é preciso ter cuidado com o PIS e a COFINS no Lucro Presumido. Nesse regime eles são cumulativos. Você paga uma alíquota menor (3.65% somados) mas não pode descontar créditos das suas compras. Se a sua empresa tem muitos insumos caros talvez o Lucro Presumido não seja o ideal. Por isso eu insisto tanto na simulação. Precisamos colocar na balança o IRPJ e a CSLL versus o PIS e a COFINS para ver onde o prato da balança pesa menos.

A complexidade lucrativa do Lucro Real

O Lucro Real assusta muita gente por causa da sua complexidade e rigor contábil. Mas é aqui que moram as grandes oportunidades de economia para muitos negócios. No Lucro Real você paga imposto sobre o lucro que a empresa realmente teve. Se a empresa teve prejuízo no período ela não paga IRPJ nem CSLL. Isso é fundamental para negócios sazonais ou que estão passando por um período de reestruturação. No Presumido ou no Simples você paga imposto mesmo tendo prejuízo o que é cruel.

Além da questão do prejuízo o Lucro Real permite o aproveitamento de créditos de PIS e COFINS no regime não cumulativo. A alíquota nominal é maior (9.25%) mas você abate o que pagou nos insumos energia elétrica aluguéis e outros itens. Para indústrias e comércios com margens apertadas e custos altos o Lucro Real costuma ser imbatível. Você paga imposto apenas sobre o valor que agregou ao produto.

Para estar no Lucro Real sua contabilidade precisa ser impecável. Não dá para misturar as contas da empresa com as contas dos sócios. Todas as despesas precisam ser comprovadas documentalmente. Mas essa exigência acaba sendo positiva pois força a empresa a se profissionalizar. Uma empresa com contabilidade transparente tem mais facilidade para conseguir empréstimos bancários e atrair investidores. O Lucro Real é o regime das empresas maduras.

Estratégias Operacionais e Recuperação de Créditos

Planejamento tributário não é só escolher regime. É também olhar para o dia a dia da operação. Existem dezenas de oportunidades escondidas na classificação fiscal dos produtos e na forma como as operações são registradas. Muitas empresas pagam imposto a mais por puro erro de cadastro. Um produto classificado com o código NCM errado pode estar sendo tributado com uma alíquota maior do que a devida ou perdendo um benefício de isenção.

A revisão dos cadastros de produtos é o primeiro passo operacional que fazemos. Verificamos item por item para garantir que a tributação aplicada está correta. Isso é especialmente crítico para varejistas supermercados e farmácias. Existem produtos que já têm o imposto recolhido na fonte (substituição tributária) e o comerciante paga de novo na venda por desatenção. Corrigir isso estanca uma sangria de dinheiro imediata.

Outra estratégia operacional é a segregação de receitas. Se a sua empresa atua em ramos diferentes ou vende produtos com tributações diferentes é vital separar essas receitas contabilmente. Misturar tudo na mesma conta geralmente leva à aplicação da alíquota mais alta sobre o total. Ao segregar você aplica a alíquota correta para cada tipo de receita reduzindo a carga global. São detalhes técnicos que no volume fazem uma diferença brutal.

O dinheiro que você deixou na mesa com PIS e COFINS

O sistema de PIS e COFINS no Brasil é um dos mais caóticos do mundo mas também um dos que mais gera oportunidades de recuperação. No regime não cumulativo (geralmente Lucro Real) o conceito de “insumo” para crédito gera muita discussão. A Receita Federal tem uma visão restritiva mas o STJ decidiu que insumo é tudo aquilo que é essencial e relevante para a sua atividade. Isso abriu um leque enorme de possibilidades.

Você pode ter direito a créditos sobre despesas que nem imaginava. Gastos com tratamento de efluentes equipamentos de proteção individual peças de reposição de máquinas e até despesas com marketing em alguns casos podem gerar créditos. Nós fazemos uma varredura nas suas despesas dos últimos cinco anos. O que não foi creditado pode ser recuperado. Esse dinheiro volta para o caixa da empresa atualizado pela taxa Selic.

Muitas vezes o valor recuperado é suficiente para cobrir a folha de pagamento por meses ou para fazer aquele investimento que estava parado. Não é favor do governo. É dinheiro seu que você pagou a mais indevidamente. O processo de recuperação administrativa é relativamente rápido e pode dar um fôlego financeiro impressionante para a empresa. É como achar um cofre esquecido dentro da própria casa.

A revisão fiscal como ferramenta de diagnóstico

A revisão fiscal funciona como um check-up médico completo da sua empresa. Nós analisamos todas as declarações entregues nos últimos anos cruzamos com os pagamentos efetuados e com a legislação da época. O objetivo é duplo: encontrar créditos não aproveitados e identificar riscos ocultos. Às vezes descobrimos que a empresa está correndo um risco enorme por uma prática errada que pode ser corrigida antes da fiscalização chegar.

Esse diagnóstico permite corrigir o rumo. Se identificamos que você pagou imposto a mais pedimos a restituição ou compensação. Se identificamos que pagou a menos por erro orientamos a fazer uma denúncia espontânea para pagar o que deve sem a multa punitiva que seria aplicada numa autuação fiscal. É um trabalho de saneamento. Você limpa o passado para construir um futuro mais sólido.

A revisão fiscal deve ser periódica. A legislação muda tanto que uma prática correta hoje pode estar errada amanhã. Empresas que fazem revisões anuais ou bienais mantêm um nível de compliance muito maior e uma eficiência tributária superior. É um investimento que se paga. Quase sempre encontramos valores a recuperar que superam largamente os honorários da revisão.

Aproveitando incentivos fiscais regionais e setoriais

O Brasil é um país de dimensões continentais e com desigualdades regionais enormes. Para fomentar o desenvolvimento de certas áreas os governos federal e estaduais criam incentivos fiscais. Temos benefícios para quem se instala no Nordeste ou na Amazônia (como a SUDENE e SUDAM). Temos benefícios para setores específicos como tecnologia inovação e infraestrutura.

Muitas vezes você pode reduzir drasticamente o IRPJ se a sua empresa estiver numa dessas áreas ou setores incentivados. Existem reduções de até setenta e cinco por cento do imposto de renda para projetos aprovados nessas regiões. É um incentivo poderosíssimo que muitas empresas ignoram por desconhecimento. Às vezes abrir uma filial ou um centro de distribuição em outro estado pode mudar completamente a sua realidade tributária.

No nível estadual a guerra fiscal do ICMS gerou diversos benefícios. Alguns estados oferecem crédito presumido ou diferimento do imposto para atrair indústrias e atacadistas. Nós precisamos analisar a logística da sua empresa. Será que faz sentido importar por Santa Catarina ou pelo Espírito Santo em vez de São Paulo? Essa análise logística-tributária pode reduzir o custo da sua mercadoria na ponta final aumentando sua competitividade.

Reestruturação Societária e Blindagem Patrimonial

Chegamos a um ponto que eu adoro e que considero vital para qualquer empresário que construiu patrimônio: a estrutura societária. Planejamento tributário não é só sobre a operação da empresa. É também sobre como você detém seus bens. A pessoa física no Brasil é muito tributada. Ter imóveis de aluguel na pessoa física por exemplo é pedir para deixar vinte e sete e meio por cento da renda com o Leão.

A reestruturação societária visa criar veículos jurídicos (empresas) para gerir esses bens de forma mais eficiente. Ao transferir imóveis para uma empresa de gestão patrimonial a tributação sobre os aluguéis cai drasticamente. No lugar da tabela progressiva do Imposto de Renda que é pesada você passa a pagar cerca de onze a catorze por cento sobre a receita. É uma economia mensal que se acumula ao longo dos anos.

Além da economia no imposto de renda mensal temos a economia no ganho de capital na hora da venda. Vender um imóvel na pessoa física pode gerar um imposto de quinze a vinte e dois e meio por cento sobre o lucro. Dentro de uma estrutura jurídica correta essa tributação pode ser significativamente reduzida dependendo da atividade da empresa e do regime contábil adotado. É uma estratégia de longo prazo que preserva o valor do seu patrimônio.

A criação de Holdings para proteção de bens

Você já deve ter ouvido falar em Holding Familiar. Nada mais é do que uma empresa (ou um conjunto de empresas) criada para ser dona do patrimônio da família. Em vez de você ter a casa a fazenda e as aplicações financeiras no seu nome você coloca tudo dentro dessa empresa. Você e seus familiares passam a ser donos das quotas dessa empresa. Isso centraliza a gestão e profissionaliza o trato com os bens.

A Holding funciona como um cofre. Ela separa o patrimônio da família dos riscos das empresas operacionais. Se a sua empresa de comércio ou indústria sofrer um revés e tiver problemas trabalhistas ou fiscais os bens que estão na Holding estão em outra gaveta jurídica. Eles estão mais protegidos contra penhoras e bloqueios. Claro que não existe blindagem absoluta contra fraudes mas a Holding cria camadas de proteção legal muito robustas se feita antes dos problemas aparecerem.

Constituir uma Holding exige um planejamento detalhado. Precisamos avaliar o custo de transferência dos bens (ITBI) e estruturar o contrato social com cláusulas específicas de proteção. Cláusulas de impenhorabilidade incomunicabilidade e inalienabilidade são ferramentas que usamos para garantir que o patrimônio fique na família e não seja dissipado por casamentos malfeitos ou dívidas de herdeiros imprudentes.

Vantagens tributárias na sucessão familiar

A morte é a única certeza que temos e infelizmente ela custa caro. O processo de inventário no Brasil é burocrático demorado e oneroso. Entre imposto sobre herança (ITCMD) custas judiciais e honorários advocatícios lá se vão de quinze a vinte por cento do patrimônio da família. A Holding Familiar permite planejar essa sucessão em vida evitando o trauma e o custo do inventário tradicional.

Na Holding nós fazemos a doação das quotas aos herdeiros com reserva de usufruto para os patriarcas. Isso significa que você já passa o patrimônio para os filhos mas continua mandando em tudo e recebendo os lucros enquanto for vivo. Quando ocorrer o falecimento a propriedade se consolida automaticamente nas mãos dos herdeiros sem necessidade de inventário sobre esses bens. A economia tributária e processual é gigantesca.

Além disso o planejamento sucessório evita brigas. As regras de como o patrimônio será gerido e dividido já estão estabelecidas no acordo de sócios da Holding. Você define em vida quem vai tocar os negócios e como os lucros serão distribuídos. Isso preserva a harmonia familiar e garante que o legado construído por você não seja destruído por disputas entre irmãos ou cunhados.

Segregando riscos operacionais dos ativos valiosos

Um erro clássico é ter o imóvel onde a empresa funciona no nome da própria empresa operacional. Se a empresa quebra o imóvel vai junto para pagar as dívidas. A estratégia inteligente é segregar. Criamos uma empresa patrimonial para ser dona do imóvel e uma empresa operacional para tocar o negócio. A operacional paga aluguel para a patrimonial.

Isso tem dois efeitos benéficos. Primeiro protege o imóvel. Se a operação der errado o imóvel está em outra pessoa jurídica e não responde automaticamente pelas dívidas operacionais. Segundo gera eficiência tributária. O aluguel pago é uma despesa dedutível para a empresa operacional (se ela for Lucro Real) e é receita da patrimonial que pode ser tributada a alíquotas menores no Lucro Presumido.

Essa segregação de riscos é fundamental em um país instável como o nosso. Nunca coloque todos os ovos na mesma cesta. Ao separar a operação do patrimônio você garante que mesmo no pior cenário de falência operacional o patrimônio acumulado pela família ao longo dos anos esteja preservado em outra estrutura jurídica autônoma.

A Gestão Contínua e o Papel da Advocacia Preventiva

Para encerrarmos nosso papo preciso te falar sobre a execução. Planejamento tributário não é um produto de prateleira que você compra instala e esquece. É um processo dinâmico. A sua empresa muda. O mercado muda. E o governo muda as regras o tempo todo. O que foi planejado hoje precisa ser acompanhado amanhã. Ter um advogado tributarista ao seu lado não é luxo é necessidade estratégica.

A advocacia preventiva custa uma fração do que custa a advocacia curativa. Pagar um advogado para defender a empresa numa execução fiscal milionária é muito mais caro e estressante do que pagar para ele evitar que essa dívida se forme. Nós atuamos como guardiões da legalidade e da eficiência. O meu papel é estar sempre olhando para o horizonte e avisando: “olha cliente, vem tempestade ali, vamos ajustar as velas”.

Você precisa criar uma cultura de consulta dentro da sua empresa. Antes de lançar um novo produto consulte o tributarista. Antes de abrir uma filial consulte. Antes de demitir ou contratar em massa consulte. Cada movimento empresarial tem um reflexo fiscal. Se a gente antecipa o reflexo a gente controla o custo. Se a gente deixa para ver depois o custo controla a gente.

Monitoramento constante da legislação mutante

O Brasil edita dezenas de normas tributárias por dia útil. É humanamente impossível para um empresário acompanhar isso. Portarias instruções normativas soluções de consulta decretos leis complementares. É um emaranhado que muda as regras do jogo a todo instante. Uma mudança na alíquota de IPI ou uma alteração na base de cálculo do ICMS pode inviabilizar um produto da noite para o dia.

O meu trabalho é filtrar esse caos. Eu monitoro as mudanças legislativas e traduzo o impacto delas para o seu negócio. Se sai uma lei nova que beneficia o seu setor eu te aviso para a gente aproveitar imediatamente. Se sai uma norma que aumenta o imposto a gente estuda formas de mitigar esse impacto. A agilidade na informação é dinheiro. Quem se adapta primeiro leva vantagem no mercado.

Além das leis temos as decisões judiciais. O STF e o STJ estão sempre decidindo teses tributárias. Algumas decisões abrem oportunidades de recuperar impostos pagos indevidamente nos últimos anos. Outras decisões fecham portas que antes estavam abertas. O monitoramento jurisprudencial é essencial para saber quais brigas valem a pena comprar e quais teses já estão pacificadas a nosso favor.

O planejamento tributário como diferencial competitivo

Eu quero que você saia daqui com essa ideia fixa: o planejamento tributário é uma arma de competição. Em mercados onde os preços são balizados e as margens são apertadas quem é mais eficiente tributariamente ganha o jogo. Se você paga menos imposto legalmente você tem mais fôlego para fazer promoções investir em marketing ou melhorar seu produto.

Grandes empresas têm departamentos inteiros só pensando nisso. Mas as pequenas e médias também podem e devem ter acesso a essa inteligência. Você não precisa ser uma multinacional para fazer planejamento tributário. Você precisa apenas de assessoria qualificada. As ferramentas estão disponíveis para todos. A diferença é quem as utiliza com sabedoria.

Use a economia tributária para inovar. O dinheiro que sairia pelo ralo dos impostos pode financiar a transformação digital da sua empresa. Pode financiar o treinamento da sua equipe. O planejamento tributário financia o crescimento sustentável. Ele transforma despesa em investimento. É uma mudança de mentalidade que separa os amadores dos profissionais.

A necessidade de um jurídico proativo e não reativo

Por fim reforço a parceria. O advogado tributarista deve ser um parceiro de negócios. Eu não estou aqui só para apagar incêndio. Eu estou aqui para ajudar a construir o prédio à prova de fogo. A relação entre empresário e advogado deve ser de confiança e transparência total. Você me conta seus planos e eu te dou o caminho seguro para realizá-los.

Não tenha medo de perguntar. Não existe dúvida boba em direito tributário. Bobo é fazer errado e pagar multa depois. Traga o jurídico para a mesa de decisão estratégica. Deixe-nos participar do planejamento anual. Quanto mais cedo o advogado entra no circuito mais eficaz é o planejamento.

O Brasil é um país difícil de empreender mas também é um país de grandes oportunidades para quem é profissional. Com um bom planejamento tributário você tira o peso do Estado das suas costas e ganha liberdade para voar. Vamos juntos fazer a sua empresa ser mais leve mais eficiente e mais lucrativa. É possível é legal e está ao seu alcance.