Auxílio-Doença negado pelo perito: como recorrer?

Auxílio-Doença negado pelo perito: como recorrer?

Auxílio-Doença negado pelo perito: como recorrer?

Sair de uma perícia do INSS com um “não” é uma das sensações mais frustrantes que existem. Você sente dores, sabe que não consegue trabalhar e, mesmo assim, recebe um papel dizendo que está apto para voltar à rotina. Eu entendo perfeitamente a sua angústia e quero dizer que isso acontece com muito mais gente do que você imagina.

A boa notícia é que essa negativa não é o fim da linha e você tem total direito de lutar pelo que é seu. Como advogada especialista nessa área, já vi centenas de casos que pareciam perdidos serem revertidos com a estratégia certa e a documentação correta. O segredo está em não aceitar a decisão inicial como uma verdade absoluta.

Hoje eu vou te explicar, de forma muito clara e sem aquele “juridiquês” complicado, o que você deve fazer a partir de agora. Vamos conversar sobre como funcionam os recursos, a diferença entre tentar resolver no banco do INSS ou na justiça e como preparar seus documentos para que o perito não tenha outra escolha a não ser conceder seu benefício. Respire fundo e venha comigo entender os seus direitos.

Entendendo por que o perito disse “não”

A diferença entre doença e incapacidade

O primeiro ponto que você precisa compreender é o conceito que mais gera confusão dentro do INSS.[1] Ter uma doença, por mais grave ou dolorosa que seja, não garante automaticamente o auxílio-doença. O perito não está ali para avaliar se você está doente, mas sim se essa doença impede você de exercer a sua função específica de trabalho. Essa distinção é sutil, mas é exatamente onde a maioria das pessoas escorrega na hora da perícia.

Imagine um trabalhador que quebrou o dedo mínimo da mão esquerda. Se ele for um digitador ou um pianista, essa lesão gera uma incapacidade total para o trabalho. Agora, se esse mesmo trabalhador for um professor que usa a voz para trabalhar, o dedo quebrado é uma doença, mas não gera incapacidade laborativa. O foco da análise do perito será sempre o impacto da sua condição de saúde nas atividades que você desempenha todos os dias para garantir o seu sustento.

Por isso, é fundamental que você saiba comunicar isso na hora da avaliação ou no seu recurso. Não adianta apenas dizer o nome da sua patologia ou entregar um exame sem contexto. Você precisa demonstrar, por A mais B, como aquela condição trava o seu corpo ou a sua mente, impedindo que você cumpra as tarefas exigidas pelo seu cargo atual. É essa conexão que transforma um diagnóstico médico em um benefício previdenciário concedido.

Falta de qualidade de segurado ou carência

Nem sempre a negativa acontece por causa da avaliação médica em si.[1] Muitas vezes, o perito até reconhece que você não está bem, mas o sistema administrativo barra o benefício por questões burocráticas, como a falta de qualidade de segurado ou carência. A qualidade de segurado é o que mantém você “ativo” no sistema do INSS, enquanto a carência é o número mínimo de meses que você precisa ter pago para ter direito a pedir o auxílio.[2]

Isso acontece muito com quem parou de pagar o INSS por um tempo e acabou perdendo a proteção previdenciária.[1] Existe um período chamado “período de graça”, onde você mantém seus direitos mesmo sem pagar, mas esse tempo tem limite. Se você sofreu um acidente ou adoeceu fora dessa janela de proteção, o INSS vai negar o pedido administrativo, independentemente da gravidade da sua saúde. É uma regra fria da lei, mas que precisa ser analisada com lupa, pois existem exceções.

Outro cenário comum é o erro no próprio sistema do INSS, o CNIS, que é o extrato das suas contribuições. Às vezes a empresa descontou do seu salário, mas não repassou para a Previdência, ou então uma guia paga como autônomo não foi contabilizada. Nesses casos, a culpa não é sua e a negativa pode ser revertida se provarmos que você pagou ou que o vínculo de trabalho existia. É crucial verificar se o motivo do indeferimento foi médico ou administrativo antes de traçar a estratégia de recurso.[3]

O laudo médico insuficiente

Vamos falar a verdade sobre a rotina dos peritos do INSS. Eles têm poucos minutos para avaliar cada pessoa e atendem dezenas de segurados por dia. Se o seu laudo médico for genérico, antigo ou confuso, as chances de ele ser ignorado são enormes. Um laudo que diz apenas “paciente com dor lombar” não ajuda em nada a sua causa e facilita muito o trabalho do perito em negar o seu pedido.

O documento médico perfeito precisa ser uma prova robusta. Ele deve conter o CID da doença, o tempo estimado de afastamento necessário e, principalmente, a descrição das limitações. O seu médico assistente precisa escrever que você não pode carregar peso, não pode ficar muito tempo sentado ou que o uso de determinada medicação causa sonolência excessiva que impede a operação de máquinas. Detalhes salvam benefícios.

Muitos clientes chegam ao meu escritório com a negativa em mãos e, quando vou olhar a documentação que levaram na perícia, percebo que faltou o essencial. Levar apenas a receita do remédio ou um atestado de comparecimento não prova incapacidade. O laudo é a sua voz quando você não está na sala, e ele precisa gritar a sua incapacidade de forma técnica e irrefutável para convencer o perito federal.

O Recurso Administrativo no INSS: Vale a pena?

Como funciona o prazo e o protocolo

Você tem um prazo de 30 dias corridos para apresentar o recurso administrativo após tomar ciência da negativa.[4][5][6] Esse prazo é sagrado e perder essa data significa ter que começar tudo do zero com um novo pedido. O protocolo hoje em dia é feito totalmente online, pelo portal ou aplicativo Meu INSS, o que facilita bastante a vida de quem não pode ficar se deslocando até uma agência.

Ao entrar com o recurso, você terá um espaço para escrever as suas razões. É aqui que você deve explicar, de forma educada e técnica, onde o perito errou. Não adianta xingar o sistema ou escrever apenas que precisa do dinheiro. Você deve apontar que os documentos apresentados comprovam a incapacidade e que a avaliação foi superficial.[7] Além do texto, você pode e deve anexar novos documentos médicos que tenham surgido ou laudos mais completos que você conseguiu com seu médico particular.

O processo então vai para a Junta de Recursos da Previdência Social. A teoria diz que o INSS tem prazos para julgar, mas na prática, a fila de espera pode ser longa. Já vi recursos administrativos levarem meses, às vezes mais de um ano, para serem analisados. Enquanto isso, você fica sem receber, aguardando uma decisão que nem sempre será favorável. Por isso, a decisão de recorrer administrativamente deve ser muito bem pensada.

Quem julga o seu recurso

Um dos grandes problemas do recurso administrativo é a falta de imparcialidade real do sistema. Quem vai julgar o seu pedido não é um juiz independente, mas sim um colegiado ligado à estrutura previdenciária. Embora existam conselheiros que representam os trabalhadores, a tendência do sistema é ratificar a decisão do perito médico federal, a menos que o erro tenha sido muito grosseiro e evidente.

Além disso, na fase de recurso administrativo, raramente você passará por uma nova perícia médica presencial com um especialista diferente. A análise costuma ser documental.[1] Se o perito original escreveu que você estava ótimo e o seu laudo médico particular não for extremamente convincente, a Junta de Recursos dificilmente vai contrariar o parecer do médico funcionário do INSS. É uma briga de Davi contra Golias dentro da casa de Golias.

Isso não significa que é impossível ganhar no administrativo.[2][4] Existem casos de sucesso, principalmente quando o erro foi administrativo, como a contagem errada de tempo de contribuição ou falha na análise de documentos rurais. Mas quando o assunto é puramente médico, a taxa de reversão no administrativo é estatisticamente baixa. Você precisa estar ciente disso para não criar falsas esperanças de que tudo se resolverá rapidamente nessa etapa.

Quando optar por essa via

Eu costumo recomendar o recurso administrativo em situações muito específicas. Ele é válido quando você não tem urgência absoluta financeira e quer tentar resolver sem acionar a justiça, ou quando o erro do INSS é gritante e fácil de provar com papelada. Também é uma opção para quem perdeu o prazo de entrar na justiça ou quer manter a discussão viva enquanto reúne mais provas médicas para um futuro processo.

Outra situação estratégica é usar o recurso administrativo para ganhar tempo. Enquanto o recurso está correndo, o processo administrativo não “morre”. Isso pode ser útil em algumas manobras jurídicas mais complexas. No entanto, para a grande maioria dos trabalhadores que precisam colocar comida na mesa agora, esperar a boa vontade da Junta de Recursos pode ser um luxo que não se pode pagar.

Se a sua doença é grave e a necessidade é imediata, muitas vezes pular a etapa do recurso e ir direto para a justiça ou fazer um novo pedido após 30 dias pode ser mais eficiente. A estratégia depende de cada caso. O importante é você saber que o recurso administrativo é uma ferramenta disponível, mas não é a única e nem sempre é a mais eficaz para garantir o seu sustento.

A Ação Judicial: O “Pulo do Gato” da Advocacia

A perícia judicial é diferente

Aqui está o grande segredo que muda o jogo a seu favor. Na ação judicial, você não será avaliado por um médico do INSS, mas sim por um perito de confiança do juiz. E a melhor parte é que, na maioria das vezes, esse perito é um especialista na sua doença. Se você tem um problema ortopédico, será avaliado por um ortopedista. Se o problema é psiquiátrico, será um psiquiatra.

Essa especialização faz toda a diferença. O médico do INSS é um clínico geral que avalia de tudo, desde depressão até fratura exposta, em 10 minutos. Já o perito judicial vai analisar o seu caso com a profundidade técnica que ele exige. Ele vai ler o seu processo, analisar seus exames com calma e fazer testes físicos específicos para a sua patologia. A chance de ele reconhecer a sua incapacidade é muito maior porque ele entende a gravidade real do seu quadro clínico.

Além disso, o ambiente da perícia judicial costuma ser menos hostil. O perito do juiz não tem a pressão de “cortar gastos” do governo. O compromisso dele é com a verdade técnica e com o auxílio à justiça. Isso traz uma imparcialidade que falta no processo administrativo. Para muitos dos meus clientes, a perícia judicial foi a primeira vez que se sentiram realmente ouvidos e examinados por um médico durante todo o processo de afastamento.

O pagamento dos atrasados

Quando ganhamos uma ação na justiça, a vitória tem um sabor ainda melhor por causa dos chamados “atrasados”. O juiz pode determinar que o INSS pague o benefício desde a data em que ele foi negado indevidamente lá atrás. Isso significa que você receberá todo o valor acumulado de uma só vez, corrigido monetariamente. É uma forma de compensar todo o tempo que você ficou desamparado.

Imagine que o INSS negou seu benefício há 6 meses. Se a sentença for favorável hoje, você receberá esses 6 meses de salário de uma vez. Muitas vezes, esse valor chega a somas consideráveis, que ajudam o trabalhador a pagar as dívidas que se acumularam durante o período de doença. É o reconhecimento de que você tinha razão desde o início e que o INSS errou ao te negar o direito.

Esse pagamento retroativo é um direito seu e faz parte da condenação do INSS. Diferente do recurso administrativo, onde muitas vezes o benefício é apenas implantado dali para frente, na justiça buscamos a reparação completa. O objetivo é garantir que você não tenha prejuízo financeiro pelo erro de avaliação da autarquia previdenciária.

A tutela de urgência

Você não precisa necessariamente esperar o final do processo, que pode demorar alguns meses ou anos, para começar a receber. Existe um mecanismo chamado “tutela de urgência”, que nós advogados pedimos logo no início da ação. Se o juiz entender que a sua situação é grave e que as provas são contundentes, ele pode ordenar que o INSS comece a te pagar imediatamente, antes mesmo da sentença final.

Isso é fundamental para quem depende desse dinheiro para comprar remédios ou pagar o aluguel. A tutela de urgência funciona como um “adiantamento” do seu direito, baseado na probabilidade de que você vai ganhar a causa. Com um bom laudo médico e uma petição inicial bem fundamentada, conseguimos convencer o juiz de que esperar o trânsito em julgado seria desumano no seu caso.

Claro que a tutela não é garantida em todos os processos, pois depende da convicção do magistrado. Mas é uma arma poderosa que temos no judiciário e que não existe com essa força na via administrativa. É mais uma razão pela qual procurar um advogado especialista e ingressar com a ação judicial costuma ser o caminho mais seguro para quem teve o auxílio-doença negado injustamente.

Como blindar sua documentação médica[3]

O que não pode faltar no atestado do seu médico

Eu sempre digo aos meus clientes que o atestado médico é a munição que eu uso para lutar a guerra deles. Um atestado fraco é como ir para a batalha desarmado. Você precisa conversar com seu médico assistente e pedir que ele seja minucioso. O documento precisa ser legível (letra de médico ilegível atrapalha muito), datado e assinado com carimbo e CRM.

Mas o conteúdo é o que reina. O médico deve explicar a evolução da doença.[4] Frases como “paciente em tratamento” são muito vagas. O ideal é algo como “paciente apresenta agravamento do quadro clínico, com dores refratárias ao tratamento medicamentoso, necessitando de repouso absoluto”. Ele precisa deixar claro que houve uma piora ou que a condição atual é incompatível com o esforço laboral.

Outro ponto crucial é o tempo de afastamento. O médico deve sugerir um prazo específico, como 60 dias, 90 dias ou por tempo indeterminado. Deixar o prazo em aberto ou não mencionar a necessidade de afastamento faz o perito do INSS pensar que você pode continuar trabalhando enquanto se trata.[4] A clareza nessas informações tira a margem de interpretação subjetiva do perito do INSS.

A importância da atualidade dos exames

Levar um exame de ressonância magnética de três anos atrás para provar que você está com dor hoje é um erro comum. Para o INSS, o que importa é a sua condição atual. Doenças crônicas, como hérnia de disco, podem ter fases de crise e fases de remissão. O exame antigo prova que você tem a doença, mas não prova que você está incapacitado agora.

Você deve buscar atualizar seus exames o mais próximo possível da data da perícia ou da entrada do processo. Se não for possível refazer exames de imagem complexos, pelo menos tenha relatórios médicos recentes, de consultas feitas no último mês. Isso mostra que você está buscando tratamento ativamente e que o problema persiste.

A continuidade do tratamento também é avaliada. Receitas médicas com datas sequenciais mostram que você vem tomando a medicação de forma contínua e que, mesmo assim, a dor ou a doença não cederam. Isso constrói uma linha do tempo lógica na cabeça do perito ou do juiz, demonstrando que você não apareceu lá do nada pedindo benefício, mas que é um paciente que está sofrendo há tempos.

Conectando a doença com a sua profissão

Esse é o detalhe de ouro que a maioria esquece. Você precisa levar documentos que provem o que você faz no trabalho. A Carteira de Trabalho mostra o cargo, mas muitas vezes o nome do cargo não reflete a realidade do esforço físico. Um “auxiliar de serviços gerais” pode fazer desde limpeza leve até carregar sacos de cimento de 50kg.

Documentos como o PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário) ou o LTCAT descrevem os riscos e as atividades físicas da sua função. Se você não tiver acesso a eles, peça ao RH da sua empresa uma descrição das atividades ou faça você mesmo uma declaração detalhada. O objetivo é fazer o perito olhar para o seu ombro lesionado e pensar: “realmente, impossível essa pessoa levantar caixas o dia todo”.

Essa prova da atividade habitual é o que fecha o ciclo da incapacidade. Lembre-se do exemplo do pianista e do professor. Se você não provar que usa as mãos para digitar o dia todo, sua tendinite pode ser considerada irrelevante. Nós, advogados, batemos muito nessa tecla porque é fazendo esse “link” entre saúde e trabalho que conseguimos reverter as negativas mais difíceis.

Erros fatais que você não pode cometer ao recorrer

Desistir no primeiro “não”

O INSS conta com a sua desistência. O sistema é burocrático e cansativo de propósito, para filtrar os pedidos. Muita gente recebe a carta de indeferimento, fica triste, volta para casa e tenta trabalhar doente, agravando a situação, ou simplesmente fica sem renda, dependendo de familiares. Não caia nessa armadilha estatística.

A negativa inicial é apenas a visão de um perito, em um dia específico, sob pressão de tempo. Ela não define a sua realidade nem a sua saúde. A maioria dos benefícios que conseguimos no escritório vem de casos que foram negados uma, duas, às vezes três vezes administrativamente antes de chegarem à justiça e serem concedidos.

Persistir é parte do processo previdenciário.[3][8] Se você sabe que está incapaz, o direito é seu. O dinheiro que paga o benefício vem das contribuições que você fez a vida toda. Não é um favor do governo, é um seguro que você pagou para usar quando precisasse. Tenha essa mentalidade de que você está cobrando um serviço contratado e não aceite o primeiro não como resposta final.

Voltar a trabalhar “forçado” e perder o benefício

Esse é um cenário delicado e perigoso. O “Limbo Previdenciário” acontece quando o INSS diz que você pode trabalhar, mas o médico da empresa diz que você não pode. Sem salário e sem benefício, o trabalhador desesperado tenta voltar ao trabalho mesmo com dores, para garantir o sustento. O problema é que, ao voltar a trabalhar e receber salário, você gera uma prova contra si mesmo no processo judicial.

Se o juiz ver que você trabalhou durante o período que dizia estar incapaz, ele pode entender que a incapacidade não era total. É uma situação cruel, eu sei. A orientação jurídica aqui é essencial. Em alguns casos, conseguimos justificar esse retorno como “estado de necessidade”, provando que você trabalhou com sacrifício apenas para não passar fome.

No entanto, o ideal é evitar esse retorno se a incapacidade for real. Existem medidas jurídicas para obrigar a empresa a pagar ou para forçar o INSS a decidir mais rápido. Voltar ao trabalho sem estratégia pode implodir o seu processo e fazer você perder o direito aos atrasados. Converse sempre com sua advogada antes de tomar a decisão de bater o ponto novamente.

Tentar fazer tudo sozinho sem orientação técnica

Muitas pessoas tentam resolver tudo sozinhas, confiando apenas no que leem na internet ou no que o atendente do 135 fala. O problema é que o Direito Previdenciário é cheio de detalhes e prazos que mudam constantemente. Um recurso administrativo mal escrito pode fechar portas. Uma ação no Juizado Especial Federal sem advogado (atermação) pode impedir você de discutir o caso novamente no futuro.

Quando você vai sem advogado, você não sabe se o perito é especialista, não sabe formular os quesitos (perguntas) que o perito deve responder e não sabe como impugnar um laudo desfavorável. Você fica à mercê da sorte e da boa vontade do sistema, que sabemos não ser das melhores.

Contar com uma advogada especialista é ter alguém para brigar por você tecnicamente. É ter alguém que vai olhar o seu laudo e dizer “isso aqui não serve, peça para o médico mudar tal palavra”. É esse olhar clínico sobre o processo que aumenta exponencialmente as suas chances de sucesso. Não arrisque o seu sustento e a sua saúde tentando navegar nesse mar turbulento sem um capitão experiente ao seu lado.